quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Edital garante internet gratuita em telecentros

Fonte: Agência Estado – 24/02/2010

O governo federal lança hoje o edital com as regras para implantação em todo o País de 3 mil novos telecentros, que são espaços públicos com acesso gratuito à internet. Para bancar o programa, segundo informações obtidas com exclusividade pela Agência Estado, o governo já reservou para o projeto R$ 165 milhões, em recursos orçamentários dos Ministérios das Comunicações, Ciência e Tecnologia e Planejamento.
Além da construção de novos telecentros, o dinheiro também servirá para reequipar outras 5,6 mil unidades que já estão em funcionamento, com novos computadores ou com nova conexão de acesso à internet. A chamada pública para selecionar os parceiros do programa será lançada hoje e os interessados terão 60 dias para apresentar propostas. Depois desse prazo, o governo terá 30 dias para julgar as propostas.

"Em 90 dias, começamos a distribuição dos equipamentos. Nossa ideia é chegar a 14 mil telecentros", previu o coordenador do programa de inclusão digital do governo, Cezar Alvarez, acrescentando nessa conta outros 5,6 mil telecentros municipais que fazem parte de um outro programa do Ministério das Comunicações.

LAN HOUSES
Poderão se candidatar à seleção entidades públicas sem fins lucrativos, como organizações não-governamentais (ONGs), prefeituras e associações de bairro, por exemplo. Nesse caso, o governo deixou de fora as lan houses, que reivindicavam um modelo misto, em que fosse possível conviver no mesmo espaço acessos gratuitos e pagos.

Apesar de considerar as lan houses um espaço importante para a inclusão digital, já que 50% dos acessos à internet no Brasil são feitos nesse tipo de negócio, o governo entendeu que não era possível misturar os dois projetos. A qualificação das lan houses, que têm em torno de 100 mil pontos espalhados no Brasil, será tratada num outro programa específico em estudo no governo.

Pelas regras do edital, o governo garantirá 10 computadores para cada telecentro, conexão à internet, servidor de acesso, mobiliário e um monitor para ajudar os usuários. Esse monitor receberá uma bolsa mensal de R$ 484, por quatro horas diárias de atendimento e duas horas de formação.

Dos 5,6 mil telecentros antigos, 20% ganharão novos computadores, 80% terão uma conexão à internet de melhor qualidade e 4,4 mil passarão a ter monitores. Alvarez explicou que cada telecentro deverá montar, com o Comitê Gestor de Inclusão Digital, seu programa de atuação na comunidade para atender às principais demandas dos usuários.

Pelas regras, os telecentros terão de funcionar, no mínimo 30 horas por semana, oferecer serviços gratuitamente e garantir o local de oferta dos serviços, com luz, água, limpeza e manutenção. Além de apresentar um plano de gestão dos serviços.

O edital com as regras detalhadas poderá ser acessado no site da internet www.inclusaodigital.com.br/telecentros.

INVESTIMENTOS
Do total de R$ 165 milhões que serão aplicados, R$ 64,35 milhões serão gastos em móveis e equipamentos, incluindo os computadores; R$ 26,4 milhões serão aplicados na conexão à internet; R$ 57 milhões servirão para pagar a bolsa dos 8.600 monitores; e o restante, em torno de 10%, será para o acompanhamento e gerenciamento do programa.

As bolsas serão pagas pelo Ministério da Ciência e Tecnologia e a conexão ficará sob responsabilidade do Ministério das Comunicações, que fará uma licitação para contratar capacidade. O Ministério do Planejamento pagará os equipamentos. "É um projeto muito forte, muito estratégico, dirigido à comunidade que tem dificuldade hoje no acesso à internet", afirmou Alvarez, que também coordena a elaboração do Plano Nacional de Banda Larga, para massificar os serviços de internet rápida no Brasil. Ele disse que só os 3 mil novos telecentros terão capacidade para atender a 8,6 milhões de pessoas. "O objetivo é permitir que as pessoas tenham acesso a novas tecnologias, que possam, se qualificar, trocar e-mails e se informar", disse Alvarez. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Brasil é emergente que mais produz lixo eletrônico, diz ONU

Fonte: Agencia Estado - 23/02/2010

SÃO PAULO - O Brasil é o mercado emergente que produz o maior volume de lixo eletrônico por pessoa a cada ano. O alerta é da Organização das Nações Unidas (ONU), que ontem lançou seu primeiro relatório sobre o tema. O estudo advertiu que o Brasil não tem estratégia para lidar com o fenômeno e que o tema sequer é prioridade para a indústria. O País é também a nação emergente que mais toneladas de geladeiras abandona a cada ano por pessoa e um dos líderes em descarte de celulares, TVs e impressoras.

O estudo foi realizado pelo Programa da ONU para o Meio Ambiente (Pnuma) após a constatação de que o crescimento econômico dos países emergentes levou a um maior consumo doméstico, com uma classe média cada vez mais forte e estabilidade econômica para garantir empréstimos para a compra de eletroeletrônicos. Mas, junto com isso, veio a produção sem precedentes de lixo.

A estimativa é de que, no mundo, 40 milhões de toneladas de lixo eletrônico são produzidas por ano. Grande parte certamente ocorre nos países ricos. Só a Europa seria responsável por um quarto desse lixo. Mas a ONU alerta agora para a explosão do fenômeno nos emergentes e a falta de capacidade para lidar com esse material, muitas vezes perigoso.

Por ano, o Brasil abandona 96,8 mil toneladas de computadores. O volume só é inferior ao da China, com 300 mil toneladas. Mas, per capita, o Brasil é o líder. Por ano, cada brasileiro joga fora o equivalente a 0,5 quilo desse lixo eletrônico. Na China, com uma população bem maior, a taxa per capita é de 0,23 quilo, contra 0,1 quilo na Índia. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Mundo produz 40 milhões de toneladas de lixo eletrônico por ano

Fonte: Globo News - 22/02/2010

Até 2020, acredita-se que haverá uma explosão desse tipo de lixo no planeta.

Com tantos avanços tecnológicos, você já parou para pensar no melhor destino para aquele aparelho que você resolveu substituir?

O que você fez com o seu computador mais antigo ou aquele aparelho celular fora de linha?

Um relatório divulgado em Bali pelo programa ambiental da ONU é mais um alerta para a sociedade. Até 2020, haverá uma explosão de lixo eletrônico no mundo. E entre os países emergentes, o Brasil é o que mais descarta produtos eletrônicos por habitante.

Veja a matéria completa exibida ontem à noite

Rodrigo Baggio fala sobre lixo eletrônico para a Globo News

Relatório da ONU vê explosão de lixo eletrônico em 2020

Fonte: Reuters - Estadão - R7 - BOL Notícias - INFO Online - 22/02/2010

Estudo prevê aumento de 500% na Índia em relação a 2007.
Brasil também é citado no relatório divulgado nesta segunda (22).


Os resíduos gerados por produtos eletrônicos descartados crescerão de forma dramática nos países em desenvolvimento, nos 10 próximos anos, e na Índia eles devem disparar até 2020 em 500%, na comparação com 2007, afirma um estudo da ONU divulgado nesta segunda-feira (22).

O lixo eletrônico, termo que abarca resíduos relacionados a celulares, impressoras, televisores, refrigeradores e outros aparelhos, cresce em mais de 40 milhões de toneladas anuais, mundialmente. Toxinas são emitidas quando ele é queimado de forma indevida por sucateiros em busca de componentes valiosos, tais como cobre e ouro.

Um relatório divulgado em Bali pelo Programa Ambiental das Nações Unidas (Unep), prevê que até 2020 o lixo eletrônico de computadores crescerá em 400% ante o nível de 2007, na China e África do Sul.

"O relatório torna ainda mais urgente o estabelecimento de processos ambiciosos, formais e regulamentados para recolher e gerir lixo eletrônico, com o estabelecimento de grandes e eficientes instalações na China", disse Achim Steiner, o diretor executivo do Unep.

"A China não é a única a enfrentar um sério desafio. Índia, Brasil, México e outros também poderão enfrentar crescentes danos ambientais e problemas de saúde caso a reciclagem do lixo eletrônico seja deixada aos cuidados aleatórios do setor informal", afirmou ele no relatório.

O estudo, conduzido em parceria com o Empa, da Suíça; com o Umicore, um grupo de materiais especializados; e com a Universidade das Nações Unidas estipula que os Estados Unidos são os maiores produtores mundiais de lixo eletrônico, gerando cerca de 3 milhões de toneladas a cada ano.

Internet deixará usuários mais inteligentes, dizem especialistas

Fonte: Reuters - G1 - 22/02/2010

Pesquisa on-line ouviu cientistas e engenheiros de tecnologia, entre outros.
Maioria diz acreditar que web melhorará níveis de leitura e escrita até 2020.


Uma pesquisa on-line feita com 895 internautas e especialistas mostrou que mais de três quartos dos entrevistados acreditam que a internet deixará as pessoas mais inteligentes ao longo dos próximos 10 anos.

A maioria dos entrevistados também afirmou que a internet vai melhorar os níveis de leitura e escrita até 2020, segundo o estudo do Imagining the Internet Center, da Universidade de Elon, e o projeto Pew Internet and American Life.

“Três em cada quatro especialistas afirmaram que o uso da internet aumenta a inteligência humana, e dois terços disseram que o uso da internet já melhorou os níveis de leitura, escrita e compreensão de conhecimento”, disse a coautora do estudo, Janna Anderson, diretora do Imagining the Internet Center.

Mas, para 21% dos entrevistados, a internet tem o efeito contrário e pode até diminuir a inteligência de quem a usa muito.

“Ainda há muitas pessoas que são críticas do impacto do Google, Wikipedia e outras ferramentas da web”, disse ela.

A pesquisa coletou opiniões de cientistas, líderes de negócios, consultores, escritores e engenheiros de tecnologia, além de internautas escolhidos pelo pesquisadores. Das 895 pessoas entrevistadas, 371 delas seriam “especialistas”.

Motivação

O que motivou os pesquisadores, em parte, foi uma reportagem de capa da “Atlantic Monthly” de agosto de 2008, escrita pelo repórter de tecnologia Nicholas Carr: “O Google está nos deixando burros?”.

No artigo, Carr sugere que o uso excessivo da web estaria afetando a capacidade de concentração e reflexão das pessoas. Carr, que participou do estudo, afirmou que ainda concorda com essa visão.

“O que a internet faz é transferir o foco de nossa inteligência de uma inteligência meditativa ou contemplativa para o que pode ser chamado de uma inteligência utilitária”, disse Carr no release que acompanha a pesquisa. “O preço de ficarmos pulando de pedaço em pedaço de informação é a perda de profundidade de nossa reflexão”, prosseguiu.

Já o fundador do Craigslist, Craig Newmark, afirmou que “as pessoas já usam o Google como adjunto de sua própria memória”.

“Por exemplo, eu acho que estou certo sobre alguma coisa, e preciso de fatos para sustentar isso e o Google me ajuda com isso”, disse ele.

A pesquisa também mostra que 42% dos especialistas acreditam que a atividade on-line anônima será “drasticamente reduzida” até 2020, graças a melhores sistemas de segurança e de identificação, ao passo que 55% crêem que ainda será razoavelmente fácil navegar pela internet em anonimato daqui a dez anos.