21/08/2009 - 10:37
Interessados no tema podem contribuir com a discussão iniciada no 2º Fórum do Instituto Claro. O espaço para debate já está disponível no Portal do Instituto.
São Paulo– Para ampliar o espaço de discussão e disseminação de um novo olhar para a educação, relacionado às novas tecnologias e a novas formas de aprender, o Instituto Claro abre o debate virtual sobre o tema “Inclusão Digital, Redes Sociais e Inclusão Social”. Por meio do Portal do Instituto [
http://www.institutoclaro.org.br/instituto-claro/nossos-projetos/forum], os interessados poderão contribuir com seus comentários, opiniões e reflexões.
O debate começou presencialmente durante o 2º Fórum do Instituto Claro, que aconteceu no dia 7 de agosto. O evento contou com a participação de Roseli de Deus, da POLI-USP, e de Sérgio Amadeu, da Faculdade Cásper Líbero, com moderação de Mílada Gonçalves, do CENPEC (Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária). A partir de hoje, o vídeo na íntegra do 2º Fórum, que também contou com cobertura ao vivo pelo Twitter [
www.twitter.com/institutoclaro], pode ser acessado no Portal.
Dentre os pontos abordados pelos debatedores, destacou-se a questão das redes sociais. “Não precisamos pedir autorização para ninguém para criar algo na rede. A Internet possui arquitetura aberta, é uma obra colaborativa e inacabada”, afirmou Sérgio, ao ressaltar a interação entre os usuários e a diversidade digital que a Internet proporciona. “Se formos pesquisar quais sites são os mais acessados, vamos encontrar o Facebook, Orkut, Wikipedia, YouTube, que são exemplos colaborativos, que permitem a participação direta do internauta”, complementa Sérgio.
Já Roseli acredita que é necessário induzir professores e alunos a fazerem um esforço colaborativo na rede para diagnosticar problemas e necessidades. "Coisas que sonhamos podem estar na web e nem sabemos, e isso vale para alunos, professores. Essa oportunidade de descobrir soluções para problemas é que não podemos deixar escapar." A professora ainda menciona o uso das novas tecnologias no aprendizado: “O uso do celular ainda é visto como algo ruim na sala de aula. Por que não usar essa ferramenta para fazer algo interessante? Como aproveitar a tecnologia que temos?”.
Os debatedores também foram enfáticos ao afirmar que não faz sentido pensar em desenvolvimento humano dissociado da inclusão digital. Para eles, embora a tecnologia não comande a sociedade, quem não puder se fazer atuante na rede vai ter as suas condições culturais e econômicas bastante dificultadas.
Perfil do Instituto Claro - O Instituto Claro foi lançado em março de 2009 e tem como missão estimular a discussão e o desenvolvimento de oportunidades de aprendizagem inovadoras e lúdicas, por meio das novas tecnologias de informação e comunicação. Ao eleger a causa da educação, o Instituto incentiva e apoia a revisão, a discussão e a inovação dos processos de ensino e de aprendizagem, compatíveis com a realidade e demandas atuais da sociedade. Sua iniciativa central é o Portal Integrado [
www.institutoclaro.org.br], que conta com informações institucionais, além do Observatório e do Laboratório. Uma das finalidades do Portal é divulgar e reconhecer estudos, pesquisas acadêmicas e ações que discutam o impacto das novas tecnologias na aprendizagem, além de disponibilizar jogos e outros recursos para que as pessoas possam, de fato, experimentar formas lúdicas e interativas de aprender. Outros projetos, como o Prêmio Instituto Claro e a edição de 2009 do Claro Curtas, festival nacional de curtas-metragens, também são gerenciados pelo Instituto. Além disso, estão previstas ações direcionadas ao público interno da Claro, como o Programa de Voluntariado e Doação ao FIA (Fundo da Infância e da Adolescência), com o objetivo de fortalecer o engajamento dos funcionários com a prática de ações sociais.
Fonte: http://www.revistafatorbrasil.com.br/ver_noticia.php?not=88176